quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O homem da máfia - filme

Baseado no romance de 1974 Cogan's Trade, de George V. Higgins. É um filme sobre mafiosos, adaptando a história original para o ano de 2008.

Já falo, de início, que não tem nada a ver com o finado seriado Homem da máfia.

Resumidamente, ocorre um assalto a uma casa de pôquer. Então, o personagem do Brad Pitt, Jackie Cogan, é chamado pela máfia para interrogar o dono da casa. Seguem-se uma série de espancamentos e mortes. Como pano de fundo, vemos ou ouvimos, através de transmissões de TV e rádio, o contexto político norte-americano na época. As transmissões, de certo modo, traçam um paralelo com o que vai acontecendo no filme.

Em alguns momentos, os diálogos lembram Pulp Fiction. No entanto, diferente do filme de Tarantino, a estória aqui é bem mais básica e sequencial. A originalidade do filme está no paralelo com as imagens reais de 2008, que de certa forma parecem traçar um certo perfil da sociedade norte-americana. Essa ideia fica bem marcada na fala final de Cogan, onde ele fala que a democracia americana é uma farsa e o que importa é o dinheiro e ele quer o dele. O retrato da sociedade estadunidense lembra a ideia de Dogsville. No entanto, em O homem da máfia a ideia não foi tão bem desenvolvida.

O filme é interessante para quem quer assistir uma estória básica sobre mafiosos, com um roteiro básico, sem grandes reviravoltas. Também pode interessar a quem gosta de apreciar críticas sobre a sociedade do Tio Sam. Se a proposta for essa, este consegue ser um filme bem honesto. Eu gostei até certo ponto, tem alguns méritos, mas no geral o filme é meio chato. Talvez, assistindo de novo, eu possa considerar melhor os méritos do filme ou chegar à conclusão que o filme é chato mesmo.

sábado, 8 de dezembro de 2012

A Torre Negra - Volume 1 - O Pistoleiro

Este primeiro volume reúne histórias publicadas, originalmente, de 1978 até 1981. Ao todo são 5 histórias. King fez uma revisão nas histórias para torná-las mais harmoniosas com o restante da série. Houveram cortes e edições, visando a inserção mais coerente no contexto geral da série. Mas, como diz King na introdução, ele manteve o estilo original da escrita, pois queria respeitar o escritor que ele era quando escreveu a história pela primeira vez.

O primeiro e o segundo capítulos apresentam uma narrativa bem mais objetiva e crua do que o estilo que o autor desenvolveria mais tarde. E essa crueza é interessante pois ao mesmo tempo em que torna a narrativa mais simples também apresenta um trabalho mais visceral. A influência no início do livro do filme O bom, o mal e o feio (ou Três  homens em conflito, na tradução tupiniquim), de Sérgio Leone, é clara. O próprio King foi quem disse ter se inspirado no filme para dar o clima da série.

Algo interessante sobre os livros da série Torre Negra é que eles foram sendo escritos ao longo de praticamente 3 décadas. Ao mesmo tempo em que a história apresentou suas mudanças temporais no enredo, o próprio King vai sendo influenciado ao longo do tempo em que escreveu por novas ideias de épocas distintas (década de 70, 80, 90, 2000), além de ir desenvolvendo e particularizando o o seu estilo narrativo. O tempo influencia a narrativa em sua concepção ao mesmo tempo em que o estilo do escritor também vai se alterando ao longo dos anos.

Essa tem sido a minha impressão até agora. No momento, li até o primeiro terço do volume 2.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Torre Negra de Stephen King

Adquiri a coleção em 7 volumes da Torre Negra de Stephen King. Terminei de ler o primeiro volume. Em breve mais informações e minhas percepções preliminares sobre a obra.